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domingo, 9 de maio de 2010

E agora, mochileiros?

A viagem acabou,

o flash apagou,

o povo sumiu,

a noite esquentou,

e agora, voltar ?

e agora, de novo ?

você que é sem rumo,

que zomba dos outros,

você que muda os versos,

que ama protesta,

e agora, Mané ?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber (antibióticos...),

já não pode fumar (sinusite...),

cuspir já não pode (escarrar é melhor),

a noite esquentou (maldito trópico),

o dia está feio,

o bonde não veio (não tem bonde, nem trem, nem nada),

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou (e te fez espirrar),

e agora, qual é ?



E agora, Mané ?

Sua doce palavra,

seu instante de febre (vários instantes),

sua gula e jejum (jejum?),

sua biblioteca (livros?),

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora ?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar (não naquele mar gelado),

mas o mar secou;

quer ir para Minas (só se for pra comer queijo),

Minas não há mais.

Mané, e agora ?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense (ou a cumbia peruana),

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse... (Drummond dramático, hein?)

Mas você não morre,

você é duro, Mané !



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia (Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta.) ,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, Mané !

Viajar, pra onde, como, quando, por quê?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Perto do fim...

Finalmente chegamos no Uruguai.
Na charmosa Montevideo desembarcamos ontem, à 1h da manhã. Maas o post ainda não é sobre ela...

Foi com muito pesar que deixamos nossas "casas" e nosso querido amigo Martin em Buenos Aires. Cidade dos grandes agitos, das visitas, tangos e das boas comidas.

No ultimo fim de semana recebemos dois convidados ilustres para fazer o City Tour de 5 dias pela nossa companhia em Bsas, Glauber e Tonhão animaram o fds.
Começando por boates de gosto duvidoso, passando por jogo do Boca e retençao no estádio, até a Bomba e ônibus clandestinos a gente pegou!! Isso ae garotoos, ótima companhia. Diversão garantida!


Bsas deixa saudades, mas ainda temos 7 dias pela frente.


...vamos ficando por aqui, na contagem regressiva e tentando descobrir o que tem pra fazer em Montevideo.

hasta.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Buenos Aires

Muito bem,
continuando a  nossa saga pelos confins dessa América do Sul. Pegamos o "mais moderno" avião da Força Aérea Argentina e depois de 6 horas de voo, finalmlente chegamos em BsAs. Cidade que não pára nunca, ás 3h da manhã parece 18h da tarde.
Como estávamos adiantados 2 dias, nos hospedamos na casa do nosso querido amigo Martín. Ótimo anfitrião argentino, nos levou pra comer uma boa e velha feijoada na casa do Beto (típico carioca malandro). Depois de exatos 1 mês e 10 dias sem comer feijão com arroz (faz falta), qualquer coisa parecida é muito bom.

Segunda-feira nosso apertamento de Buenos Aires tava pronto para os novos hóspedes, deixamos Martín  e mudamos de casa. 

Lar-doce-lar em Palermo. Pequeno, bonitinho e bem colorido!
Primeiro dia em casa, nada melhor que estrear a noite de segunda e ir pra balada de metrô (coisa que brasiliense nao conhece) e encontrar La Bomba del Tiempo, samba, e gingado gringo no meio da rua: Exótico.

Conclusão: não tentem pegar ônibus bebados nunca.

No mais...estamos no aguardo do nosso primeiro hóspede, que chega daqui 3 dias. 
Enquanto isso vamos ficando por aqui, na vida mansa, tomando matte, com frio e chuva na terra do tango.