segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O interior da Argentina - Parte II

Leia também:
O interior da Argentina - Parte I
Buenos Aires feita para brasileiros

Um dos muitos passeio que as agências de turismo argentinas tentam empurrar aos brasileiros é ao Zoológico de Luján. E muitos incautos acabam comprando, pela bagatela de 500 pesos por pessoa, um incrível dia en el Zoo.

Antes de falar sobre o Zoo, que é mesmo um lugar imperdível, só digo uma coisa:

Você pode fazer o mesmo passeio, com liberdade total de horário e sem um guia chato no pé, por incríveis 30 pesos. Uma economia de... vejamos... 470 pesos argentinos em espécie.

É simples e não precisa de planejamento quase nenhum. Basta seguir os passos:

1 - Acorde cedo, vá até a Plaza Italia, ao lado do zoológico de Buenos Aires e veja os vários ônibus estacionados. O lugar funciona como uma mini-rodoviária ao ao livre. Não lembro a frequência exata, mas no mínimo de hora em hora sai um ônibus para a cidade de Luján, com parada no Zoológico, alguns quilômetros antes da cidade. A passagem, que pode ser comprada por ali mesmo, custa cerca de 5 pesos.
Lembre ao motorista que você vai descer no Zoológico. 

2 - Dirija-se à portaria do zoo e troque 5 pesos por um ingresso. Por mais 4 pesos é possível adquirir um saco de ração. Recomendo que não faça isso, pois você será perseguido por patos e gansos famintos nojentos incansáveis, que reconhecem a centenas de metros o cheiro e o som do saquinho de comida.

3 - Passe uma agradável tarde alimentando lhamas e bodes, passeando no lombo de um dromedário e alisando tigres e leões. Isso mesmo. A fama do zoo de Luján é justamente por permitir que os visitantes entrem nas jaulas dos mais temidos felinos.
A parte fofa e meiga é que também é possível pegar no colo e dar mamadeira aos filhotes dos predadores.

4 - Depois de um lindo dia entre felinos, muares e guloseimas insalubres, dirija-se de volta à via onde desceu e aguarde um ônibus com destino a Buenos Aires. Passam vários e a passagem é vendida pelo motorista.

O PASSEIO PODE CONTINUAR

Caso você tenha um tempo de sobra, em vez de voltar a Buenos Aires, aproveite que está bem perto e conheça a cidade de Luján. Para isso, basta atravessar a via em que você desceu e esperar por um ônibus no local indicado. Por algumas moedas o motorista te deixa subir e logo estarão na cidade.


LUJÁN

Com aproximadamente 67 mil habitantes, a 67 km de Buenos Aires, Luján é uma cidade esquisita pra caralho bastante pitoresca.

O que vale a visita é o imenso contraste. Na entrada, uma belíssima catedral ao final de uma longa praça. Coisa de cinema, ou, pelo menos, de uma charmosa vila histórica europeia.

Mas a beleza tradicional acaba por aí. As ruas adiante são típicas de um interior de país subdesenvolvido: muita gente, muita gente feia, trânsito caótico e uma profusão de carros bregas, iluminados estilo Velozes e Furiosos, entoando na máximo volume clássicos do Reggaeton.

Para uma cidade tão estranha, foi de se estranhar as muitas opções de hospedagem. Com vista para a Catedral, bem na rua da grande praça, estão hostel e hotéis confortáveis a preços bem acessíveis. E próximo à rodoviária existem espeluncas mais alguns hotéis. Mas esses eu não arriscaria.

Se você for no inverno, prepare-se para congelar. O frio é bem mais intenso que em Buenos Aires.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O interior da Argentina - Parte I.

Depois de falar sobre o emocionante roteiro dos brasileiros em Buenos Aires, dou início agora a uma série pra mostrar a Argentina além da capital.

Pra começar, uma pacata cidade da província de Buenos Aires:

LOBOS.

Apesar do nome, o que atrai as pessoas até aqui são os peixes. Mais precisamente, o turismo ecológico e de pesca para o grande lago que dá nome à cidade.

A cerca de 100 km de Buenos Aires, por vias quase totalmente duplicadas e iluminadas, Lobos é uma pacata e gélida cidade. Não mais que 30 mil habitantes percorrem diariamente suas ruas largas e arborizadas, cheias de carros velhos caindo aos pedaços antigos e churrascarias honestas.

A "Laguna de Lobos" fica a 15 km da cidade, em uma vila de pescadores com alguma estrutura turística e hotéis (hotel lobos 1 - hotel lobos 2) com aparência aconchegante. Bem diferentes do que eu me hospedei, que parecia uma casa mau assombrada da década de 50, com banheiro umidamente insalubre, camas enferrujadas e cheiro de gás. Isso sem falar do café de manhã, ou melhor, do leite aguado podre de café da manhã. Infelizmente não me lembro o nome pra poder alertar. Mas ficava no centro e tinha um simpático cachorro na recepção.

Voltando ao assunto, Lobos é uma boa opção pra conhecer um pouco mais o país dos nossos hermanos. Claro, somente pra quem gosta de pescaria e cenários bucólicos e naturais.

Você pode ir de ônibus ou de carro. Mas, caso opte pela segunda opção, leve uma boa quantidade de pesos  argentinos trocados, pra poder pagar "los peajes" - pedágios.

O estranho estado de São Paulo.

Aqui vou basicamente colocar mais algumas fotos que tirei nesse contrastante estado. Uma continuação do post Minha São Paulo, de alguns meses atrás.

Neblina tóxica na passagem por Cubatão, pela Rodovia Imigrantes.

A beleza de Cubatão, à espera dos turistas.

Domingo na Avenida Paulista, sentido Zona Oeste/Consolação.

Praia de Pitangueiras, Guarujá. Dia da morte de Amy Winehouse.

Túnel na Rodovia Imigrantes, sentido Santos.

Casa do Senhor, em frente à Casa do Tinhoso (vulgo "Galeria do Rock").

"Arte" na exposição Files (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica).

Bela Vista, do vão central do Masp.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Buenos Aires feita para brasileiros

A maioria dos brasileiros que vão para a Argentina conhece sempre os mesmos lugares. Lugares que ficaram tão cheios de brasileiros que argentinos e turistas de outras nacionalidades não passam nem perto. É o famoso tumulto calor brasileiro espantando gente do mundo inteiro.

O roteiro básico do nosso povo na Argentina:

-Almoçar no Siga la Vaca
-Lanchar no Café Tortoni
-Entrar, tirar fotos e não comprar nada na livraria El Ateneo
-Comprar vinhos secos pra depois beber com açúcar.
-Bater perna o dia todo para comprar coisas bregas da Nike e da Puma na Rua Florida
-Jantar no Hard Rock e achar bom o preço da carne mais cara do país.

Os brasileiros também fazem o famoso turismo de bairros e monumentos pela capital portenha:

-Passear pela Recoleta e ir em seu famoso cemitério.
-No microcentro, tirar fotos em meio aos pombos gordos em frente à Casa Rosada e ao Obelisco.
-Tirar fotos das faixas das Mães da Praça de Maio, sem fazer a menor ideia do que aquilo se trata.
-Percorrer os diques de Puerto Madero, bairro praticamente ignorado pelos portenhos.
-Comprar velharias na feira de San Telmo.

Além, é claro, do turismo por baladas, festas e sinônimos de agito.

-Badalar por Palermo e suas derivações criadas pela especulação imobiliária: Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Viejo, Palermo Chico, Alto Palermo etc.
-Virar a noite na Pachá (que agora parece se chama "Club Land", onde pré-adolescentes de todo o planeta se espremem de óculos coloridos em um calor intenso.
-Aproveitar os poucos dias na capital dos hermanos pra matar a saudade do Brasil na boate Maluco Beleza.

A exploração do turista continua (entenda como quiser).

O mais longe que a massa tupiniquim se arrisca a ir é até a cidade de Tigre, conhecida por argentinos arrogantes no mundo inteiro como a "Veneza Argentina", por causa do delta. Basicamente, um encontro de pequenos rios, similar a um mangue, onde construíram cassinos, restaurantes e toda uma estrutura para receber os otários incansáveis turistas brasileiros. O passeio é até interessante, mas não vale as centenas de pesos a que é vendido em pacotes nas agências de turismo. Com 30 pesos você pode ir e voltar de trem, por conta própria, sem alimentar a máfia da indústria do turismo.

Quase me esqueci do TANGO, que os argentinos só continuam a dançar pra vender pacotes em apresentações turísticas. O Senhor Tango, por exemplo, que é um senhor negócio, faz de inflacionada venda casada de pacotes uma máquina de dinheiro. 

Imagine o contrário: um teatro no meio da cidade do Rio de Janeiro, cheio de pompa, paredes aveludadas e mesas postas com quilos de feijoada. Num palco, mulatas saradas e cuícas luxuosas, tocando um samba pra inglês ver.

Pois é, no caso da Argentina, os ingleses trouxas somos nós. E não porque eles são malandros em tudo e ficam passando a perna nos incautos, mas por mera tolice preguiçosa dos turistas que seguem o CVC way of travel, engessados e limitados.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Minha São Paulo

Longe de mim querer me apropriar da cidade de alguém. Ainda mais quando a cidade em questão já tem milhões de donos.

Afinal, se tem uma coisa que não falta em São Paulo, é gente. Gente feia, bonita, pobre e rica do mundo inteiro, todo mundo aqui. E, pelo tanto de filas, engarrafamentos e multidões que enfrentei, esse povo está em todos os lugares ao mesmo tempo.

Quero apenas mostrar alguns desses lugares. Tudo pelos 3.2 megapixels da câmera do meu celular.

Divirtam-se.

Rapel no viaduto. Paulo VI com Dr. Arnaldo.

Salvação.

Alegria.

Estação Pinheiros da CPTM.

Domingo no meio da rua. Av. Paulo VI.

Centro visto da estação Sumaré. Repare no marginais acampados no mato.

Brooklin.

Sede da operadora Vivo.

Estação Sumaré. Moça do BBB?

Av. Dr. Chucri Zaidan com Roque Petroni Júnior.

Rapel no viaduto II. Estação Sumaré bem no meio.

Avenida Roque Petroni Júnior.

Morumbi visto da Marginal Pinheiros.


Rio Pinheiros Cheirosinho.

Chinesa Triste. Estação Sumaré. Av. Paulo VI ao fundo.

Cemitério Sacramento (estação Clínicas).


"Torre Abramo", sempre vigilante.

Avenida Paulista.

Parque Ibirapuera.

Morumbi Shopping.

Careta da parede do estúdio.

Marginal Pinheiros.
ps: todas essas fotos foram tiradas com enorme agilidade, para impedir que gatunos levianos, pivetes malditos e larápios armados surrupiassem o equipamento.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Por onde andam os V.V's?

  Depois de exatos 1 ano 2 meses e 15 dias "fora do ar" o Voltaremos Vivos está de volta.
Nada muito bombante, mas com novidades, digamos que, nacionais dessa vez...

Depois que voltamos vivos da nossa saga pela América do Sul, cada um de nós retornou à sua vida "normal" na querida e quente/seca/deserto, Brasília. Em meio à nossa pindaíba de grana, ocasionada pelas extravagâncias durante os 3 meses de viagem, resolvemos voltar a trabalhar para arrecadar fundos e "viver". 

"Errejota"
"Sampa"
Eu passei rapidamente por duas outras agências e meu amigo Bob por uma. E como diria nosso querido cumpadre Washington: "é depois de 9 meses que a gente vê o resultado" hahaha. (Nada disso que você pensou). Depois de 9 meses resolvi mudar para o Rio de Janeiro, para fazer pós e trabalhar pelas novas oportunidades nos eventos atrasados Copa/Olimpiadas. 
Algum tempo depois, descubro que Bob, se mudou para São Paulo, para explorar o mercado publicitáro nas agências de lá. 

"Que beleza! Vamos ressuscitar o V.V então né?!"

Sim, agora o blog é sobre dicas de viagem, lugares legais que vamos passando, tanto no RJ como em SP e os lugares que ambos visitarem fora do eixo. Além das peripércias que vamos passando nessa vida de quem mora sozinho. Ou seja, uma 'bagunça viajante generalizada'
Não vamos ficar só na promessa do post anterior. Nao é mesmo Bob??


Até mais...

Ann-el.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Blog de dicas de viagem

Essa é a nova função do Voltaremos Vivos.

Assim como vários blogs, sites e fórums (tá certo isso?) que tanto colaboram com os viajantes deste mundão de meu deus, tão inóspito e selvagem, utilizarei a experiência adquirida nesta aventura para salvar a vida de muitos outros. Afinal, voltar vivo não foi apenas uma ironia do destino.

Se você procura um bom hostel, uma boa estrada, uma companhia de ônibus que não vai sentar leitões (não humanos) fétidos ao seu lado, fique atento aqui no Voltaremos Vivos.

Pra começar, a primeira dica:

SE VIRA.